Operação secreta com 155 aeronaves: EUA resgatam piloto em território iraniano em missão de alto risco

Uma das operações militares mais complexas dos últimos anos foi revelada nesta segunda-feira (6) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o resgate de um piloto norte-americano em território do Irã mobilizou uma força massiva e envolveu estratégias de engano para despistar tropas iranianas.

O militar havia desaparecido na última quinta-feira (2), após se ejetar de sua aeronave durante um ataque enquanto sobrevoava o país. A operação de resgate, concluída no domingo (5), contou com cerca de 200 militares e impressionantes 155 aeronaves, incluindo caças, bombardeiros, aviões de reabastecimento e unidades especializadas em salvamento.

De acordo com Trump, grande parte da estratégia foi baseada em confundir as forças iranianas, que também procuravam o piloto. “Criamos múltiplos cenários para fazê-los acreditar que ele estava em diferentes locais. Eles estavam completamente desorientados”, afirmou o presidente, destacando o uso de táticas de subterfúgio.

Durante a missão, houve troca de tiros com combatentes iranianos, elevando ainda mais o nível de risco da operação. O piloto, cuja identidade não foi divulgada, foi encontrado em estado grave após dias escondido em uma região montanhosa.

Segundo o relato oficial, mesmo ferido, o militar seguiu protocolos de sobrevivência: afastou-se do local da queda, escalou áreas rochosas e se refugiou em uma caverna. Ele conseguiu estancar os próprios ferimentos e enviar sua localização por meio de um dispositivo de comunicação, semelhante a um pager.

Além dos detalhes do resgate, Trump fez declarações contundentes sobre o conflito. O presidente afirmou que os Estados Unidos poderiam intensificar suas ações contra o Irã e chegou a dizer que “tomaria o petróleo” do país se tivesse essa opção, embora reconheça a pressão interna por um fim da guerra.

As tensões seguem elevadas. O governo norte-americano rejeitou uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, considerada insuficiente por Washington. Do outro lado, Teerã também recusou o acordo, defendendo uma solução definitiva para o conflito.

Trump ainda confirmou que o Estreito de Ormuz pode ser reaberto em breve, indicando que os próximos dias serão decisivos para os rumos da crise.

Enquanto isso, o resgate do piloto entra para a história como uma demonstração de capacidade logística e militar — e como mais um capítulo na crescente tensão entre Estados Unidos e Irã.