A Adidas chega à final da Copa do Mundo em posição privilegiada no duelo de marketing com a Nike. Como patrocinadora das seleções da Argentina e da Espanha, a empresa alemã terá sua marca em evidência independentemente de quem conquiste o título mundial no próximo domingo.
Além da exposição global, uma eventual conquista da Argentina, liderada por Lionel Messi, pode impulsionar ainda mais a procura pelas tradicionais camisas da seleção argentina e fortalecer as vendas da fabricante.
Mercado reage positivamente ao desempenho da Adidas
O desempenho da empresa durante o Mundial também vem sendo refletido na bolsa de valores.
Desde o início da Copa do Mundo, em 11 de junho, as ações da Adidas acumulam valorização de aproximadamente 6%, atingindo o maior nível em cerca de oito meses.
No mesmo período, os papéis da Nike avançaram cerca de 1,4%, após a eliminação de seleções patrocinadas pela marca, como Brasil e França, antes da final.
Analistas projetam novas altas
O analista Akshay Gupta, do HSBC Global Investment Research, elevou recentemente o preço-alvo das ações da Adidas para 210 euros, estimando um potencial de valorização de aproximadamente 16% em relação à cotação atual.
Segundo Gupta, o movimento de consumidores nas lojas da empresa nos Estados Unidos aumentou 16% durante a primeira semana da Copa do Mundo em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto lojas da Nike registraram queda no fluxo de clientes.
Copa pode impulsionar resultados financeiros
A expectativa do mercado é que a final também fortaleça os resultados financeiros da Adidas no segundo trimestre.
O balanço da companhia será divulgado em 30 de julho, e analistas estimam que o Mundial possa adicionar cerca de 300 milhões de euros em receitas extras, impulsionando o crescimento das vendas e abrindo espaço para uma revisão positiva das projeções para 2026.
O Morgan Stanley também mantém recomendação de compra para os papéis da empresa e classifica a Adidas como a principal vencedora da Copa do Mundo em termos comerciais.
Nike enfrenta um ano de dificuldades
Enquanto a concorrente vive um momento positivo, a Nike atravessa um período desafiador.
As ações da empresa acumulam queda superior a 30% em 2026 e caminham para o quinto ano consecutivo de desvalorização.
Além disso, os resultados financeiros mais recentes vieram acompanhados de perspectivas mais conservadoras, refletindo preocupações com a desaceleração do consumo.
Copa fortalece estratégia da Adidas
Analistas avaliam que a visibilidade proporcionada pela Copa do Mundo pode ampliar a presença da Adidas em mercados estratégicos, especialmente nos Estados Unidos, onde a empresa busca expandir sua participação.
Com duas seleções patrocinadas disputando a decisão do torneio, a companhia garante uma vitrine global que pode fortalecer sua marca, impulsionar as vendas e consolidar sua posição no mercado esportivo internacional.





